
Hoje acordei com a sensação de que alguma coisa estava faltando.
Sempre tenho a sensação de que faço pouco, de que preciso de mais: me entregar mais, me envolver mais, sentir mais. Ou preciso de menos: ser menos humana e mais espírito durante as giras.
Sempre tenho a sensação de que faço pouco, de que preciso de mais: me entregar mais, me envolver mais, sentir mais. Ou preciso de menos: ser menos humana e mais espírito durante as giras.
Acabo de ler o texto “Ponto Riscado” da amada Andrea Destefani do blog Coisas da Vida, e dentro desse texto maravilhoso algumas passagens me chamaram mais a atenção, entre elas essa frase: “Até você ter certeza absoluta que está mesmo incorporando na Umbanda leva um tempo.”
Realmente, ter certeza de que se está incorporado demora, principalmente por deixarmos tanto o lado humano falar durante as giras: “O que devo fazer?”; “Como devo me portar?”; “Sinto vontade de tal atitude, posso ou não posso?”; “Se eu estou incorporada, porque vejo, ouço, sinto?”; “A voz é minha, mas as orientações não!”
Acho que é isso que me cobro, mais entrega, deixar eles me guiarem.
Somente hoje, dois anos depois de “efetivo” trabalho na Umbanda, posso dizer que começando aprender a trabalhar com o plano espiritual. Não que duvidasse deles, isso não, em momento algum. A dúvida era comigo mesma. A parte humana falava mais alto. As limitações, as crendices, as regras que nós mesmos criamos.
Deixemos de lado a parte humana durante as giras, deixemos eles nos levar...
Tenho a sensação constante de que há sempre algo a aprender, bem como a sensação constante de que nunca iremos aprender tudo.
A cada gira há uma nova surpresa, um novo aprendizado, um novo conhecimento. Provas que eles nos dão que jamais imaginaríamos. Como disse a Andrea “Talvez uma das maiores provas pessoais sejam os pontos riscados, que é basicamente a assinatura da entidade por meio de símbolos”
Sei de alguns terreiros que, se a entidade ao chegar em terra não passar seu ponto cantado e seu ponto riscado, ela é considerada “falsa”, ou “despreparada” para o trabalho. Não sei muito falar sobre isso pois em nosso terreiro não temos esse costume, mas posso dizer que a primeira entidade pra quem trabalho que riscou o ponto, me surpreendeu e me deixou feliz. Os traços, a composição do desenho, o junção dos símbolos...
Tenho comigo, por respeito, que muitos deles não teriam que nos provar nada, nem que são reais, nem que existem, nem que estão lá para ajudar. Creio que nós é que deveríamos provar a eles que somos dignos de representá-los, de servir de instrumento de seus trabalhos. Afinal, nenhuma obra fica bem feita com material de má qualidade.
Bem, a sensação de que alguma coisa está faltando continua. Talvez até o final do dia eu descubra. Talvez durante a gira de hoje eu descubra.
Bem, a sensação de que alguma coisa está faltando continua. Talvez até o final do dia eu descubra. Talvez durante a gira de hoje eu descubra.
Mas, independente disso, reforço e assino embaixo a orientação da nossa amiga Andrea “Deixe a gira de sua vida girar”, e acrescento: se entregue ao trabalho na Umbanda e muitas surpresas virão...
Que nosso Pai Oxalá abençoe a todos!
Matéria escrita em 03/03/2011
Conheça Andrea Destefani (twitter @AndreaDestefani - blog Coisas da Vida http://coisasdecasados.blogspot.com/ )
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5 comentários:
Sei realmente o que vc esta falando, pois assim como vc tenho esta mesma sensação, mas na ultima gira de Preto Velho, senti que me entregei de verdade pois percebi que meu vozinho tinha um problema de visão e senti o que ele sentia, não conseguia abrir meu olho( o que ele tem problema), e entendi desta forma que eu estava muito integrada com ele.
Saravá Pai Francisco!
Acho a questão da incorporação uma das mais delicadas para os médiuns de Umbanda. Todos os amigos que conheço tem a mesma dúvida no começo do desenvolvimento e até mesmo depois. Muitas vezes é difícil entendermos durante a incorporação "onde estamos", onde está a nossa entidade. Mas o certo é que neste momento forma-se uma terceira energia, a "mistura" do médium com a entidade, essa "equipe" de trabalho de Caridade. E é durante esse "mix" de energias que acontece a nossa entrega, esse é o grande momento mágico, Sagrado. Através dele que podemos praticar a Caridade e adquirirmos sabedoria para nossa caminhada.
Olha, seu post me deixou super reflexiva aqui...
Beijos
Dany
Entregando ao serviço totalmente, nas mãos e vontade de Olorum e Oxalá. Para mim, essa face não passa de aprendizado na qual devemos aprender a confiar no espiritual acima do material.
Tenho a mesma sensação...Penso que temos que ser mais espírito sempre, pois não somos um corpo tendo mais uma experiência no espírito,e sim um espírito tendo mais uma experiência na carne. As coisas levam tempo, tempo pra conhecer,entender, é assim mesmo. Penso que essa sensação é um estimulo (empurrão invisível) da espiritualidade para procurarmos respostas,para não acomodarmos,não aceitar tudo como se apresenta.Normal duvidar no início se é o caboclo ou eu, é também engraçado. Não é engraçado ficar com esses pensamentos e não buscar uma leitura esclarecedora, bater um papo com o Vovô ou Vovó,enfim estudar,buscar o entendimento. Ficar assim gera angustia,uma porta pra baixas vibrações. A preparação para uma gira começa muito antes de abrir o terreiro para a gira começar. bjs Lílian
(comentário recebido via e-mail)
Amei a postagem...vivencio cada palavrinha lida....bom saber que as dúvidas não são só minhas...gde beijo...bom carnaval!
Márcia
(comentario recebido via e-mail)
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